Que o bem vença! Dezembro 31, 2006
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Esse é o meu desejo, que o bem vença, senão todas as batalhas, que vença a batalha final. Que impere o bem, que os bondosos sejam os vitoriosos nas batalhas sobre os que propagam o mal. Que a verdade seja um valor tão forte que não possa nunca ser silenciado ou extinto. Que as consciências nunca se calem, que se manifestem cada vez mais fortes, que incomodem, que perturbem, que desassoguem, que perturbem o sono, e que exijam mudanças no comportamento. Que o bem vença! Sempre e em cada vez, mais.
Contagem regressiva. Dezembro 29, 2006
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Um tempo aqui é chamado de velho, o outro logo alí já é o novo, e estão separados por uma mínima fração de segundo. O ano velho, aquilo que passou, dizem é totalmente diferente do ano novo, aquilo que está vindo aí. Você concorda que é mais do mesmo ou é o novo? Essa é a magia do calendário, um truque de magia, uma enganação eficaz, “adeus ano velho e feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer”. Coisas da terra da promissão, do país do futuro, que protela ano a ano o país do presente que nunca vem, mas nesse ano novo vai, que vai, vai!
Vai, vai, ou não vai, variariando entre incrédulos e crentes. Eu? Acho que contamos errado a nossa vida, dizer que temos “tantos anos de vida” representa realmente o quê? Quando eu digo que alguém tem 40 anos de idade, eu afirmo que esse alguém nasceu e sobreviveu durante um período de tempo equivalente a quarenta anos. Não é a mesma coisa que dizer que essa pessoa acumula experiências e vivências que somam 40 anos. Aproveitar o tempo e viver é diferente de matar o tempo e sobreviver.
Limitações Dezembro 20, 2006
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Dentro de todas as minhas limitações, tento deixar algumas palavras antes do encerramento do ano em cada um dos blogs que escrevo. Sou olho grande em matéria de blogs, escrevo em muitos, fico limitado, portanto, pelo tempo disponível e pela criatividade, eis que não gosto de repetir o texto entre os blogs. Confesso que acabo repetindo os temas, mas evito de repetir os textos – já é alguma coisa, eu acho.
Sempre procuro fugir um pouco desse clima de final de ano. Entendo que o natal é uma data por demais comercializada para merecer a minha atenção, vejo por detrás de todas aquela mensagens fraternas que passam na televisão, gigantes comerciais que não são nada fraternos na hora de engulir os consumidores. E creiam-me, engolem mesmo!
O sentido das festas, tanto o natal como o ano novo, acaba passando despercebido para a maioria, para os desapercebidos, entretidos que estão com compras e com os comes e com os bebes. Não sou nenhum “Grinch”, não tenho nada contra o natal, até gosto da data, só acho que ela está bastante desgastada pelo comércio.
Não tenho certeza se poderei retornar a este blog antes da virada do ano, se for esse o caso, caso não consiga, deixo consignado os meus votos de um Feliz Natas e um próspero Ano Novo para todos.
Vendendo a alma Dezembro 10, 2006
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Eu não sou publicitário, não entendo nada do assunto, mas acho que entendo a função básica da publicidade: divulgar as qualidades de determinado produto para que facilite a sua venda. Certo? O que seria uma publicidade enganosa? Divulgar qualidades que esse produto não tem, ocultar graves defeitos que o produto tem, tudo para iludir o consumidor e conseguir efetuar a venda.
O que vocês me dizem dessas progandas de instituições bancárias e de cartões de crédito que a propaganda costuma associar com eventos humanitários? Por acaso a candura do natal combina com a usura de juros de 180% ao ano? Podem não ser publicidade enganosa, mas são, com toda a certeza politicamente incorretas. Existe um comercial de um determinado banco que chega a afirmar que o seu cartão “é tão bom que não parece cartão”. Dá pra acreditar numa coisa dessas?
Querer passar a idéia que esse tipo de instituição são assemelhadas à quem faz caridade ou quem é caridoso, convenhamos, é , para dizer pouco, vender a alma a um indivíduo que nós todos conhecemos…
Só cabe um paraíso! Dezembro 1, 2006
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Sem brincadeiras, lembro que não faz muito, para ser exato, fazem exatos 11 meses, que eu brincava dizendo que “quando nos déssemos conta o ano já haveria passado”. E não é que passou mesmo? Sinto muito, ou não, em dizer que já estamos em dezembro, último mês do ano, isso implica que Papai Noel vai passar e dar adeus a 2006.
Sinto mais em saber que vamos deixar 2006 e entrar no próximo ano sabendo que nada vai mudar; o povo escolheu manter o apedeuta no poder, o povo acredita que nós somos “uma nação jovem de 500 anos”, que ainda podemos nos dar ao luxo de atirar mais vida no lixo.
Como diz a música, “vai passar”, tudo passa, até o ferro de passar passa. O pior é que nós vamos junto, vamos passando também, dessa para uma melhor sem ficar nem deixar saudade dessa terra. Ou, como dizia meu pai: “um dia teremos tudo!”, na certeza de que já tínhamos e ainda não sabíamos. Queremos o quê? Nascer e viver no paraíso?
As coisas fecham… Novembro 26, 2006
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Esses dias eu lia o jornal dominical e chamou a atenção o fato de que, no caderno de empregos, haver um anúncio orientando como abrir uma ONG – Organização Não Governamental. O detalhe que despertou a minha atenção não foi o anúncio em si, embora eu ache que abrir uma ONG não seja tema de pequenos anúncios, foi a colocação do anúncio junto aos anúncios de vagas de emprego. Com tantas outras seções mais apropriadas – Sociedades Civis, Assessorias, etc -, colocar esse tipo de anúncio junto a anúncios de empregos é, para dizer pouco, estranho.
A relação que eu fiz, muito embora não estivesse sugerida diretamente pelo anúncio, mas pelo seu posicionamento numa seção, digamos “menos apropriada”, foi: “Você está desempregado? A solução é montar uma ONG e arrumar uma fonte de renda!” Está certo, confesso que a associação não é direta, existe muita suposição e muita suspeição minha nessa ilação. Mas temos que admitir que houve uma enxurrada na criação das chamadas ongs, que, repentinamente, virou símbolo da solução para todo o tipo de problema. Tal problema não foi resolvido? Cria uma ong!
E foi na imprensa que li a notícia sobre a prisão dos responsáveis por uma ong que se dizia mantenedora de entidades para doentes de câncer. Denunciada pelos próprios funcionários, a ong teria captado mais de 30 milhões entre bem intencionados apoiadores. Embora eu não possa afirmar nada por desconhecer o caso, não é de todo improvável que, entre esses “bem intencionados apoiadores”, exista gente comprando recibo para fugir do imposto de renda, o que configuraria dois crimes em um.
Não funciona Novembro 19, 2006
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Procurei um título melhor para esse post e, confesso, não encontrei. Para ser 100% sincero, até encontrei, mas achei que ficaria chulo, de mau gosto e resolvi optar por esse “não funciona” que, como o próprio nome diz, não funciona! Mas se o título não funciona, isso não quer dizer que o post também deva não funcionar; uma coisa independe da outra, eu explico o que eu quero dizer com o meu não funciona: a minha tentativa de se desligar da realidade, a minha tentativa de dizer f***-se! (o título certo, viu?)
Pois é, posso tentar dizer, assumir a atitude, mas não consigo. É uma coisa mais forte do que a minha vontade, quando eu vejo estou engajado, inteirado, discutindo a realidade brasileira. Sim!, é sobre isso que eu gostaria de dizer e dar um sonoro f***-se! Na expressão o retrato do cansaço de muito pensar, ou de pensar sozinho, ou de não obter nada mais de positivo do que tentar pensar. Eu poderia dizer que consegui formar algumas cabeças, transmitir conhecimentos, ensinar a pensar, e que deveria ficar satisfeito com isso. Talvez devesse, mas importuna a consciência da impotência perante o tamanho do estrago que as nossas autoridades fazem.
Não consigo deitar a cabeça no travesseiro e dizer: fiz a minha parte! Sei que fazendo ou não qualquer parte terei feito pouco e, que principalmente, este pouco terá sido insuficiente para mudar o eterno estado de coisas que faz com que o país se arraste nessa maldita sina de ser o país de um eterno futuro que nunca será presente.
Publicidade Novembro 15, 2006
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Prefiro abordar o tema em tese, sem citar um caso específico, entendo que as análises tomadas em tese tendem a ser mais isentas, menos apaixonadas. Pra começo de conversa devo afirmar que conheço todas as teses do “there’s no free lunch” e concordo com elas, alguém tem que pagar a conta. Feito este intróito, entendo que há limites para tudo, ou se por um lado não há lanche grátis, também não acho correto que se pague mais do que o devido.
A televisão, principalmente nos canais menores – e agora até nos maiores! – já não separa programação dos comerciais. Dizem que é intencional, proposital. Para quem assiste eu não acredito que isso passe batido, duvido que alguém veja um apresentador fazendo um comercial de um adesivo de dentadura e confunda com o conteúdo artístico do programa. Os apresentadores já são tão caras de pau que fazem o comercial e depois anunciam ingenuamente: agora vamos para um intervalo comercial (?).
Isso denota fraqueza do programa, se fosse forte o apresentador não faria esse tipo de coisa. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Aqui nos blogs estamos enfrentando o mesmo tipo de problema. Blogs grátis, quem oferece precisa do comercial para sobreviver. Ok. Coloca um banner no topo das páginas. Ocupa uma posição de destaque, mas tudo bem. Depois começa a colocar anúncios no meio do texto, nas laterais, no final das páginas. Quer dizer, esta bem que, mas assim também não, para que o exagero?
O pior é que esse é um processo de invasão progressiva. Começa sem nada… Depois coloca no gerenciador… Depois o banner…. Depois…
Feira do Livro Novembro 9, 2006
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Venho da Feira
Venho da Feira do Livro, evento anual que se realiza em Porto Alegre, este ano na sua 52ª edição, e que congrega escritores, editores e leitores. A feira é uma festa para quem gosta de literatura; uma verdadeira festa para mim. Sempre volto com gosto de quero mais, na óbvia constatação da impo$$ibilidade de comprar todos os livros que eu quero. Fazer o quê?
Mesmo assim, entre ofertas e achados consegui comprar algumas obras: Fiodor Mikhailovich Dostoievski (O Jogador), Caio Fernando Abreu (Ovelhas Negras e O Ovo Apunhalado), Charles Bukowsky ( Capitão Saiu Para o Almoço e Os Marinheiros Tomaram Conta do Navio), Orhan Pamuk (Meu Nome é Vermelho), Jack Kerouak (Os Vagabundos Iluminados), William Faulkner (A Mansão), Fernando Pessoa (Poesias, Odes de Ricardo Reis e Mensagem), Aleksandr Púchkin (A filha do Capitão e A Dama de Espadas), David Coimbra (Canibais), Josué Guimarães (É tarde Para Saber), Humberto de Campos (Poesias Completas, Os Párias e Lagartas e Libélulas), Miguel de Cervantes (Dom Quixote). Com certeza terei boas leituras por um bom tempo.
Deixei, é claro, inúmeros outros para trás, com um sentimento de abandono. Espero conseguir recuperá-los durante o ano. Quem sabe?/p
Amor e vida Novembro 7, 2006
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Amor e vida não parecem, mas são palavras sinônimas. Estou subvertendo a gramática? É claro, a minha afirmação não é verdadeira no campo da gramática, é verdadeira numa análise sobre o significado mais amplo das duas palavras. A existência de um forte laço entre essas palavras, a interdependência entre elas, faz que uma não possa existir sem a outra. Como entender a vida sem amor?
Pode-se afirmar que a vida sem a presença do amor não é vida. Vejam que não estou qualificando, estreitando, diminuindo este amor. Falo em amor querendo significar o mais amplo significado que a palavra possa ter. Amor em todas as suas facetas e formas, que tudo é amor. A palavra amor tem sido tão mal empregada que o entendimento que se tem do seu sentido mais restrito – e que muitas pessoas pensam ser o correto! – já náo significa mais amor, significa sexo, que embora também seja importante é outra coisa.
Amar é viver. Viver sem amar é sobreviver.