Acredita? Junho 6, 2007
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Saber o que cada um dos brasileiro pensa dessas versões absolutórias sobre os acusados do senado é uma incógnita. Não quero falar no caso concreto, não tenho acesso às provas, aos dados do procedimento sumário que está sendo levado a efeito mais para absolver do que para investigar. Dizer que um alto funcionário, um diretor, de uma construtora multinacional, não passa de mero officeboy? Ou que não há a mais banal das provas da defesa: um simples extrato bancário contendo as retiradas mensais – de todos os meses! – que justifiquem os pagamentos efetuados?
Não é má vontade, é experiência, pagamento em espécie cheira mal. Todos sabem que é recurso usado pelos corruptos para evitar a contabilizaçào de ativos com uma origem mal explicada – ou que não pode ser explicada. Quando se sai do campo das provas e entra no campo da fé, saí de campo também a lógica, a coisa vira dogma, e dogma é coisa que não há como discutir.
Que cada um siga acreditando nas suas crenças; quem sou eu para dizer que essa história de fada do dente, papai noel e coelhinho da páscoa são fábulas?
Segredos Maio 25, 2007
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Segredo, do Lat. secretu, s. m., aquilo que se quer cuidadosamente ocultar ou se não deve dizer; aquilo que não está divulgado; mistério; o que se diz ao ouvido de alguém; confidência; discrição; lugar oculto; esconderijo; recesso; prisão rigorosa em que se está incomunicável; meio particular para se obter certo resultado; mola oculta ou jogo de movimentos para se abrir um cofre, etc. ; – de Estado: facto que, a divulgar-se, prejudicaria os interesses da Nação; – profissional: sigilo a que estão obrigadas certas pessoas no exercício da sua profissão ou mister, tais como advogados, médicos, confessores, etc. (Fonte: Dicionário da Língua Portuguesa Priberam – PT)
Falo sobre o que desconheço, a lei do processo penal, os casos em que há necessidade do segredo de justiça. Lembro também da lei da mordaça, que buscava silenciar as autoridades durante as fases da investigação, antes do transitado em julgado. Vejo coerência na lei, mas vejo tratamento desigual, não vejo o mesmo tratamento com os humildes, com a classe menos privilegiada da população. Confesso também um certo temor, num estado em que tudo – rigorosamente tudo! – acaba em pizza, não permitir a publicidade equivale a abrir um fosso ainda maior entre os delinqüentes e a penalização, equivale a institucionalizar o que já existe, a impunidade . O assunto é polêmico, reconheço.
Gostaria de ouvir outras opiniões.
Sorte/Azar Fevereiro 6, 2007
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Classificar as coisas boas ou más que nos acontecem como sorte ou azar é desacreditar na nossa capacidade de escolher caminhos, ou de tornar os nossos caminhos melhores. Se é verdade que muitas coisas ocorrem independente da nossa vontade, muitas vezes os acontecidos se dão por ações ou omissões da nossa parte. Talvez no mudar o que pode ser mudado, e aceitar o que não pode ser mudado, como diz o dito popular, esteja realmente a sabedoria.
Lua de Janeiro Fevereiro 1, 2007
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Lua de janeiro fotografada no céu de Porto Alegre/RS – Lat 30° 0′46.97″S – Long 51° 6′27.46″W – às 22:09 h (-3 gmt) de 31/1/2007.
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File Date/Time,31/1/2007 22:09:16
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Date and Time Created,31/1/2007 22:09:16
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Feliz ano velho! Janeiro 18, 2007
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Essa é a principal característica dos anos novos: são efemeros. Os anos novos tem a duração das 24 horas do seu dia primeiro, depois disso deixam de ser anos novos, passam a serem anos velhos. Toda aquela parafernália da queima de fogos de artifício, abraços e pulos de alegria, promessas e desejos de felicidade no ano novo passa depois dessas primeiras vinte e quatro horas.
Nesse ponto em que estamos, hoje é dia 18 de janeiro, 2007 já perdeu toda a sua novidade, já é um ano velho, só diferindo dos outros anos velhos porque ainda está vivo, ainda correm os seus dias no calendário. E como correm! Dezoito deles já se foram!
Carpe diem!
Vendendo a alma Dezembro 10, 2006
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Eu não sou publicitário, não entendo nada do assunto, mas acho que entendo a função básica da publicidade: divulgar as qualidades de determinado produto para que facilite a sua venda. Certo? O que seria uma publicidade enganosa? Divulgar qualidades que esse produto não tem, ocultar graves defeitos que o produto tem, tudo para iludir o consumidor e conseguir efetuar a venda.
O que vocês me dizem dessas progandas de instituições bancárias e de cartões de crédito que a propaganda costuma associar com eventos humanitários? Por acaso a candura do natal combina com a usura de juros de 180% ao ano? Podem não ser publicidade enganosa, mas são, com toda a certeza politicamente incorretas. Existe um comercial de um determinado banco que chega a afirmar que o seu cartão “é tão bom que não parece cartão”. Dá pra acreditar numa coisa dessas?
Querer passar a idéia que esse tipo de instituição são assemelhadas à quem faz caridade ou quem é caridoso, convenhamos, é , para dizer pouco, vender a alma a um indivíduo que nós todos conhecemos…
Só cabe um paraíso! Dezembro 1, 2006
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Sem brincadeiras, lembro que não faz muito, para ser exato, fazem exatos 11 meses, que eu brincava dizendo que “quando nos déssemos conta o ano já haveria passado”. E não é que passou mesmo? Sinto muito, ou não, em dizer que já estamos em dezembro, último mês do ano, isso implica que Papai Noel vai passar e dar adeus a 2006.
Sinto mais em saber que vamos deixar 2006 e entrar no próximo ano sabendo que nada vai mudar; o povo escolheu manter o apedeuta no poder, o povo acredita que nós somos “uma nação jovem de 500 anos”, que ainda podemos nos dar ao luxo de atirar mais vida no lixo.
Como diz a música, “vai passar”, tudo passa, até o ferro de passar passa. O pior é que nós vamos junto, vamos passando também, dessa para uma melhor sem ficar nem deixar saudade dessa terra. Ou, como dizia meu pai: “um dia teremos tudo!”, na certeza de que já tínhamos e ainda não sabíamos. Queremos o quê? Nascer e viver no paraíso?
Publicidade Novembro 15, 2006
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Prefiro abordar o tema em tese, sem citar um caso específico, entendo que as análises tomadas em tese tendem a ser mais isentas, menos apaixonadas. Pra começo de conversa devo afirmar que conheço todas as teses do “there’s no free lunch” e concordo com elas, alguém tem que pagar a conta. Feito este intróito, entendo que há limites para tudo, ou se por um lado não há lanche grátis, também não acho correto que se pague mais do que o devido.
A televisão, principalmente nos canais menores – e agora até nos maiores! – já não separa programação dos comerciais. Dizem que é intencional, proposital. Para quem assiste eu não acredito que isso passe batido, duvido que alguém veja um apresentador fazendo um comercial de um adesivo de dentadura e confunda com o conteúdo artístico do programa. Os apresentadores já são tão caras de pau que fazem o comercial e depois anunciam ingenuamente: agora vamos para um intervalo comercial (?).
Isso denota fraqueza do programa, se fosse forte o apresentador não faria esse tipo de coisa. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Aqui nos blogs estamos enfrentando o mesmo tipo de problema. Blogs grátis, quem oferece precisa do comercial para sobreviver. Ok. Coloca um banner no topo das páginas. Ocupa uma posição de destaque, mas tudo bem. Depois começa a colocar anúncios no meio do texto, nas laterais, no final das páginas. Quer dizer, esta bem que, mas assim também não, para que o exagero?
O pior é que esse é um processo de invasão progressiva. Começa sem nada… Depois coloca no gerenciador… Depois o banner…. Depois…
Feira do Livro Novembro 9, 2006
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Venho da Feira
Venho da Feira do Livro, evento anual que se realiza em Porto Alegre, este ano na sua 52ª edição, e que congrega escritores, editores e leitores. A feira é uma festa para quem gosta de literatura; uma verdadeira festa para mim. Sempre volto com gosto de quero mais, na óbvia constatação da impo$$ibilidade de comprar todos os livros que eu quero. Fazer o quê?
Mesmo assim, entre ofertas e achados consegui comprar algumas obras: Fiodor Mikhailovich Dostoievski (O Jogador), Caio Fernando Abreu (Ovelhas Negras e O Ovo Apunhalado), Charles Bukowsky ( Capitão Saiu Para o Almoço e Os Marinheiros Tomaram Conta do Navio), Orhan Pamuk (Meu Nome é Vermelho), Jack Kerouak (Os Vagabundos Iluminados), William Faulkner (A Mansão), Fernando Pessoa (Poesias, Odes de Ricardo Reis e Mensagem), Aleksandr Púchkin (A filha do Capitão e A Dama de Espadas), David Coimbra (Canibais), Josué Guimarães (É tarde Para Saber), Humberto de Campos (Poesias Completas, Os Párias e Lagartas e Libélulas), Miguel de Cervantes (Dom Quixote). Com certeza terei boas leituras por um bom tempo.
Deixei, é claro, inúmeros outros para trás, com um sentimento de abandono. Espero conseguir recuperá-los durante o ano. Quem sabe?/p
Amor e vida Novembro 7, 2006
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Amor e vida não parecem, mas são palavras sinônimas. Estou subvertendo a gramática? É claro, a minha afirmação não é verdadeira no campo da gramática, é verdadeira numa análise sobre o significado mais amplo das duas palavras. A existência de um forte laço entre essas palavras, a interdependência entre elas, faz que uma não possa existir sem a outra. Como entender a vida sem amor?
Pode-se afirmar que a vida sem a presença do amor não é vida. Vejam que não estou qualificando, estreitando, diminuindo este amor. Falo em amor querendo significar o mais amplo significado que a palavra possa ter. Amor em todas as suas facetas e formas, que tudo é amor. A palavra amor tem sido tão mal empregada que o entendimento que se tem do seu sentido mais restrito – e que muitas pessoas pensam ser o correto! – já náo significa mais amor, significa sexo, que embora também seja importante é outra coisa.
Amar é viver. Viver sem amar é sobreviver.