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As coisas fecham… Novembro 26, 2006

Posted by Domrs in General.
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Esses dias eu lia o jornal dominical e chamou a atenção o fato de que, no caderno de empregos, haver um anúncio orientando como abrir uma ONG – Organização Não Governamental. O detalhe que despertou a minha atenção não foi o anúncio em si, embora eu ache que abrir uma ONG não seja tema de pequenos anúncios, foi a colocação do anúncio junto aos anúncios de vagas de emprego. Com tantas outras seções mais apropriadas – Sociedades Civis, Assessorias, etc -, colocar esse tipo de anúncio junto a anúncios de empregos é, para dizer pouco, estranho.

A relação que eu fiz, muito embora não estivesse sugerida diretamente pelo anúncio, mas pelo seu posicionamento numa seção, digamos “menos apropriada”, foi: “Você está desempregado? A solução é montar uma ONG e arrumar uma fonte de renda!” Está certo, confesso que a associação não é direta, existe muita suposição e muita suspeição minha nessa ilação. Mas temos que admitir que houve uma enxurrada na criação das chamadas ongs, que, repentinamente, virou símbolo da solução para todo o tipo de problema. Tal problema não foi resolvido? Cria uma ong!

E foi na imprensa que li a notícia sobre a prisão dos responsáveis por uma ong que se dizia mantenedora de entidades para doentes de câncer. Denunciada pelos próprios funcionários, a ong teria captado mais de 30 milhões entre bem intencionados apoiadores. Embora eu não possa afirmar nada por desconhecer o caso, não é de todo improvável que, entre esses “bem intencionados apoiadores”, exista gente comprando recibo para fugir do imposto de renda, o que configuraria dois crimes em um.

Não funciona Novembro 19, 2006

Posted by Domrs in General.
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Procurei um título melhor para esse post e, confesso, não encontrei. Para ser 100% sincero, até encontrei, mas achei que ficaria chulo, de mau gosto e resolvi optar por esse “não funciona” que, como o próprio nome diz, não funciona! Mas se o título não funciona, isso não quer dizer que o post também deva não funcionar; uma coisa independe da outra, eu explico o que eu quero dizer com o meu não funciona: a minha tentativa de se desligar da realidade, a minha tentativa de dizer f***-se! (o título certo, viu?)

Pois é, posso tentar dizer, assumir a atitude, mas não consigo. É uma coisa mais forte do que a minha vontade, quando eu vejo estou engajado, inteirado, discutindo a realidade brasileira. Sim!, é sobre isso que eu gostaria de dizer e dar um sonoro f***-se! Na expressão o retrato do cansaço de muito pensar, ou de pensar sozinho, ou de não obter nada mais de positivo do que tentar pensar. Eu poderia dizer que consegui formar algumas cabeças, transmitir conhecimentos, ensinar a pensar, e que deveria ficar satisfeito com isso. Talvez devesse, mas importuna a consciência da impotência perante o tamanho do estrago que as nossas autoridades fazem.

Não consigo deitar a cabeça no travesseiro e dizer: fiz a minha parte! Sei que fazendo ou não qualquer parte terei feito pouco e, que principalmente, este pouco terá sido insuficiente para mudar o eterno estado de coisas que faz com que o país se arraste nessa maldita sina de ser o país de um eterno futuro que nunca será presente.

Publicidade Novembro 15, 2006

Posted by Domrs in Opinion.
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Prefiro abordar o tema em tese, sem citar um caso específico, entendo que as análises tomadas em tese tendem a ser mais isentas, menos apaixonadas. Pra começo de conversa devo afirmar que conheço todas as teses do “there’s no free lunch” e concordo com elas, alguém tem que pagar a conta. Feito este intróito, entendo que há limites para tudo, ou se por um lado não há lanche grátis, também não acho correto que se pague mais do que o devido.

A televisão, principalmente nos canais menores – e agora até nos maiores! – já não separa programação dos comerciais. Dizem que é intencional, proposital. Para quem assiste eu não acredito que isso passe batido, duvido que alguém veja um apresentador fazendo um comercial de um adesivo de dentadura e confunda com o conteúdo artístico do programa. Os apresentadores já são tão caras de pau que fazem o comercial e depois anunciam ingenuamente: agora vamos para um intervalo comercial (?).

Isso denota fraqueza do programa, se fosse forte o apresentador não faria esse tipo de coisa. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Aqui nos blogs estamos enfrentando o mesmo tipo de problema. Blogs grátis, quem oferece precisa do comercial para sobreviver. Ok. Coloca um banner no topo das páginas. Ocupa uma posição de destaque, mas tudo bem. Depois começa a colocar anúncios no meio do texto, nas laterais, no final das páginas. Quer dizer, esta bem que, mas assim também não, para que o exagero?

O pior é que esse é um processo de invasão progressiva. Começa sem nada… Depois coloca no gerenciador… Depois o banner…. Depois…

Feira do Livro Novembro 9, 2006

Posted by Domrs in Opinion.
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Venho da Feira

Venho da Feira do Livro, evento anual que se realiza em Porto Alegre, este ano na sua 52ª edição, e que congrega escritores, editores e leitores. A feira é uma festa para quem gosta de literatura; uma verdadeira festa para mim. Sempre volto com gosto de quero mais, na óbvia constatação da impo$$ibilidade de comprar todos os livros que eu quero. Fazer o quê?

Mesmo assim, entre ofertas e achados consegui comprar algumas obras: Fiodor Mikhailovich Dostoievski (O Jogador), Caio Fernando Abreu (Ovelhas Negras e O Ovo Apunhalado), Charles Bukowsky ( Capitão Saiu Para o Almoço e Os Marinheiros Tomaram Conta do Navio), Orhan Pamuk (Meu Nome é Vermelho), Jack Kerouak (Os Vagabundos Iluminados), William Faulkner (A Mansão), Fernando Pessoa (Poesias, Odes de Ricardo Reis e Mensagem), Aleksandr Púchkin (A filha do Capitão e A Dama de Espadas), David Coimbra (Canibais), Josué Guimarães (É tarde Para Saber), Humberto de Campos (Poesias Completas, Os Párias e Lagartas e Libélulas), Miguel de Cervantes (Dom Quixote). Com certeza terei boas leituras por um bom tempo.

Deixei, é claro, inúmeros outros para trás, com um sentimento de abandono. Espero conseguir recuperá-los durante o ano. Quem sabe?/p

Amor e vida Novembro 7, 2006

Posted by Domrs in Opinion.
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Amor e vida não parecem, mas são palavras sinônimas. Estou subvertendo a gramática? É claro, a minha afirmação não é verdadeira no campo da gramática, é verdadeira numa análise sobre o significado mais amplo das duas palavras. A existência de um forte laço entre essas palavras, a interdependência entre elas, faz que uma não possa existir sem a outra. Como entender a vida sem amor?

Pode-se afirmar que a vida sem a presença do amor não é vida. Vejam que não estou qualificando, estreitando, diminuindo este amor. Falo em amor querendo significar o mais amplo significado que a palavra possa ter. Amor em todas as suas facetas e formas, que tudo é amor. A palavra amor tem sido tão mal empregada que o entendimento que se tem do seu sentido mais restrito – e que muitas pessoas pensam ser o correto! – já náo significa mais amor, significa sexo, que embora também seja importante é outra coisa.

Amar é viver. Viver sem amar é sobreviver.

Interação Novembro 2, 2006

Posted by Domrs in Opinion.
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Olho para a natureza com os olhos com que um apaixonado vê a sua amada: eu realmente amo a natureza, notando cada pequeno detalhe, cada ítem que ajuda a compor o magestoso e belo cenário. Minhas caminhadas matinais, um contato permanente, favorecem essa interação, fornecem as informações que, aos poucos, são responsáveis pela mudança do cenário. Por isso consigo ver a pequena flor que nasceu em meio ao grande gramado, ou a grande árvore que floresceu.

Noto igualmente os detalhes negativos, vejo as agressões perpetradas contra a natureza; o lixo jogado, a despreocupação com o cuidado, o zêlo, a preservação. Ainda estamos muito longe de uma educação ambiental, da atitude respeitosa com o meio ambiente. Precisamos evoluir, e precisamos fazê-lo rapidamente para afastar os graves riscos que a natureza sofre.

Ainda somos predadores.