Uma boa companhia Outubro 27, 2006
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“Diga-me com quem andas e te direi quem és!” Julgamento pelas companhais, a tese que apregoa o mote popular. Eu ando acompanhado pelos livros; quem sou eu? Companhias, como podem ver, variáveis, mutáveis, alguns bons romances, outros nem tão bons assim, uns de boa procedência, outros de origem pouco conhecida. Que tipo de pessoa devo ser a julgar pelas minhas companhias?
Estamos na época da feira do livro de Porto Alegre; a praça no centro da cidade se enche de festa para recebê-lo: o livro. Como acontece em todos os anos, eu anseio pelo momento em que estarei no meio deles, no meio daqueles de que gosto tanto: dos livros. Essa feira para mim é festa. Confesso que me inspira um lado consumista que não consigo conter: comprar livros.
Irei até eles, feliz, e voltarei de lá, mais feliz ainda na companhia de alguns que me farão companhia pelos próximos tempos…
Feliz! Outubro 17, 2006
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Coloco uma música no pc. O sistema aleatóriamente escolhe “Llorando”, uma emocionada interpretação à capela, da versão espanhola da música Crying do Roy Orbinson, pela cantora Rebekah Del Rio, “A Chorona de Los Angeles” – assim denominada no filme Mulholland Drive de David Lynch. Estou – sou – feliz e penso que consigo atingir esta felicidade tendo muito no pouco. Tenho pouco dinheiro e muita saúde, ou seja, tenho aquilo que importa. Talvez não tenha todo o amor que eu queira, mas tenho mais do que mereço. A vida foi – é – tem sido – boa comigo! Obrigado Papai do Céu!
Abandono Outubro 11, 2006
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Deixo meus blogs no abandono; órfãos, vazios, secos. Não acredito que esteja prejudicando eventuais leitores porque os acredito inexistentes nesse mundão que se tornou a internete. Qualquer pequeno blog, página, tornou-se um canto quase inacessível, uma gota no oceano, um quase nada, um nada. Mesmo assim fico com esse sentimento de paternidade em relação aos meus blogs.
Sei que isso é passageiro, não é sentimento novo, já me ocorreu antes com as páginas web, antes da era dos blogs; hoje elas restam abandonadas, ao léu, milhares de bytes num limbo, sem poderam atingir a liberdade. Os blogs, cedo ou tarde – alguns já encontraram esse triste fim – terão o mesmo destino. Infelizmente.