O Brasil na era espacial Março 29, 2006
Posted by Domrs in Fun.add a comment
Demorou um pouco, coisa de quarenta anos, mas chegamos na era espacial. Verdade que não é com recursos próprios, a belonave não é brasileira, vamos na base da carona, uma carona paga – passagem nada barata, custou a batela de 44 milhões – na velha nave Soyuz da Rússia, mas até que enfim nós vamos.
Quer dizer, assim eu espero, porque no momento em que eu escrevo estas linhas nós ainda não fomos, mas vamos ter fé, que nós vamos. Aliás, quem vai mesmo é o Lula, que faz tudo pela propaganda, até manda astronauta pra lua.
Não sei se com isso o pessoal vai esquecer dos desvios da grana do mensalão, dos membros do seu partido que meteram a mão, eu acho – e faço votos! – que não, mas bem que ele tenta.
O melhor dos mundos Março 18, 2006
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Volta e meia, de tempos em tempos, ocasionalmente, eu me revolto com o país – não com o ente formado por solo, ares, mares e rios, mas com as pessoas que o formam -, será que existe uma diferença entre país e nação?
Nação – do Lat. natione s. f., conjunto de indivíduos de um país organizado politicamente num Estado autónomo; conjunto de indivíduos que estão ligados fundamentalmente por laços históricos, culturais (podendo ou não ter em comum a língua, a religião ou a origem étnica) e por interesses, necessidades e aspirações comuns; povo; raça;casta;naturalidade;pátria; procedência; origem. (In Priberam – Dicionário da Língua Portuguesa)
País – país, do Fr. pays; s. m., região; nação; pátria; paisagem; clima.(Idem citado).
Como puderam constatar pelas definições, não adiantou a minha diferença não funcionou, deu no mesmo, cheguei a imaginar que haveria uma diferença.
Mas eu acho que vocês comprenderam bem a quem está dirigida as minhas ocasionais revoltas, aos dirigentes da nação, e não à nação em si. Muitas vezes propugnei, ante o desespero pela reincidência dos erros que se cometem contra o país, pelo exílio voluntário, abandonar a pátria, arrumar as malas e ir embora.
Solução radical, extremada, bem sei. Depois a cabeça esfria, nossa terra tem palmeiras… a gente pensa melhor e acaba desistindo de qualquer gesto tresloucado. Pesa contra qualquer decisão o fato de que “o melhor dos mundos” é aquele aonde estão aqueles que você ama. Aqui ainda é o melhor dos mundos!
Agora eu entendo… Março 10, 2006
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Muitos amigos declaravam nos tempos em que eu estava na ativa que nunca iriam se aposentar. Esse nunca, é claro, tem um peso relativo, significava antes de tudo uma pretensão, posto que existe para todos uma aposentadoria compulsória por idade limite no serviço público, que era o nosso caso.
Sempre havia a possibilidade de continuar trabalhando na iniciativa privada depois da aposentadoria compulsória, embora eu considere o limite – que se não me falha a memória é de setenta anos – já bastante elástico, para não cometer a grossura de dizer que 70 anos já é idade de ir para casa descansar.
Alguns dizem que o trabalho é o que os mantém vivos, o que os mantém ativos. Isso é verdadeiro, se tomarmos como o oposto de trabalhar uma aposentadoria que signifique ficar deitado o dia inteiro, ou que signifique o abandono de tudo.
Eu já estou aposentado há alguns anos, me aposentei bem cedo, com pouca idade, muito longe desses setenta anos da compulsória. Mas não deixo que isso seja fator de desânimo. Pelo contrário, não deixo de fazer nada por causa da aposentadoria, faço o que eu quero no sentido que agora desfruto a mais completa liberdade e independência.
Mas hoje eu entendo a ânsia de alguns em continuar trabalhando. Para muitos o trabalho é tudo na vida e, para estes, a aposentadoria significa quase a morte, uma pena que seja assim.
A vida é multifacetada, cheia de aspectos, o bom é não deixar que nada assuma uma importância desmesurada; sendo assim, cheia de pequenos aspectos que formam seu todo, mantém-se o perfeito equilíbrio, como tudo deve manter na vida.
Começando o ano Março 2, 2006
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O carnaval é o divisor de águas, a marca de um ano-novo. Apesar do pessoal falar que o ano-novo se comemora na noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro, não acredite, essa data é só pró-forma, a data quente, a que vale mesmo é essa de depois do carnaval.
Quando chega o natal, no final do ano inicia-se um período em que o país entra em uma espécie de letargia para o trabalho, nada do que se faz nesse período pode ser levado muito a sério. É um período de férias, de lazer.
Vocês lembram da convocação extraordinária do Congresso Nacional? Pois é, deu no que deu, deu em caca. Só podia dar mesmo, querer que político trabalhe já é milagre, trabalhar nesse período letárgico? Impossível! Jogaram 95 milhões no ralo.
Mas agora já passou, estamos em período novamente produtivo, agora é pra valer, agora a coisa vai, sem fanatismos, é claro, mas que vai, vai!